Meu primeiro selo

Meu primeiro selo
mimo do meu amigo Carlos

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Poema do Amor Perfeito



Naquela nuvem, naquela,
mando-te meu pensamento:
que Deus se ocupe do vento.

Os sonhos foram sonhados,
e o padecimento aceito.
E onde estás, Amor-Perfeito?

Imensos jardins da insônia,
de um olhar de despedida
deram flor por toda a vida.

Ai de mim que sobrevivo
sem o coração no peito.
E onde estás, Amor-Perfeito?

Longe, longe, atrás do oceano
que nos meus olhos se aleita,
entre pálpebras de areia...

Longe, longe... Deus te guarde
sobre o seu lado direito,
como eu te guardava (GUARDO) do outro,
noite e dia, Amor-Perfeito.

(Cecília Meireles)

  Ramon Meu amor mais perfeito! Hoje e sempre no meu peito...
                                 20 meses

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Acaso


"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "


Antoine de Saint-Exupéry

 "Ramon você é para sempre,e para sempre
 não tem fim." Te amo...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Por Que As Folhas Caem


A cada outono, certas plantas e árvores preparam-se
para um repouso necessário e vital à sua vida e
continuação.

Algumas espécies de árvores matizam-se de várias cores,
num maravilhoso contraste entre a melancolia e a
beleza extrema. Depois, uma a uma, as folhas caem,
como lágrimas, até que as árvores, nuas e tristes, abram
os braços ao inverno e esperem, pacientemente,
a primavera, que restaurará cada folha caída.

Por que para nós seria diferente? Por que não perder
antes de reencontrar, por que não as lágrimas,
por que não dias áridos, frios e secos? E por que não a
esperança de que a primavera volte? Porque, creiam,
ela volta sempre!

Talvez nos julguemos bons demais para receber o sofrimento,
como se ele fosse sempre símbolo de castigo e não algo
necessário ao nosso crescimento.

As folhas caem e as árvores parecem assim tão desprotegidas,
tão solitárias!... e eu me pergunto o que faz com que
sobrevivam.

Elas entendem que esse período é necessário à sua renovação.
Elas aceitam, doam-se e esperam e recebem de volta,
no tempo oportuno.

Assim somos nós com todas as perdas que sofremos,
com as lágrimas que escorrem e salgam nossa boca,
com o tempo que parece interminável ou as noites
longas demais.

Tanto que não entendemos e não aceitamos o sofrimento,
ele se prolongará. Tanto que não vemos isso como uma fase,
apenas uma fase, a ferida estará aberta e sangrará.

Não aceitar o outono e negar o inverno não faz com que
não existam. Apenas nos deixam fora de uma realidade
que chega pra todo mundo.

Não somos maus demais para recebê-los como um castigo
e nem bons demais para que possamos não acolhê-los.

As árvores perdem as folhas e perdemos os nossos.
Elas choram e choramos também. Elas esperam e nada
há que nos impeça de esperar.

E elas recebem, a seu tempo determinado, novos galhos
e novas folhas, novas flores e novos frutos.
Sentem-se assim completas.

Somos assim o que somos e o mesmo Deus que sustenta
as árvores, nos sustenta a nós!

E Ele nos poda, nos molda, nos deixa nús e aparentemente
sem defesa, mas está sempre presente e estará ainda
quando a primavera voltar, quando seremos, depois do
inverno frio, renovados e prontos para recomeçar.

(texto: Letícia Thompson)

Saudades!!!!!