Meu primeiro selo

Meu primeiro selo
mimo do meu amigo Carlos

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A Saudade è Indelével

                                  Ubirajara
A saudade me revela o quanto ti gosto!
É na saudade que se descobre o amor que se tem,
Vivendo nela é que vejo a beleza do teu rosto
Que não se compara com a beleza de ninguém.

Quando a saudade se faz doída
É porque aleguem nos machucou,
Sei que o tempo passa, mas fica a ferida
Que apesar do tempo não cicatrizou.

Dizem que a saudade é coisa que dá e passa,
Ledo engano ela é indelével veio pra ficar.
Nela luto contra o tempo e volto a ser criança,
E se não sabem, é onde a esperança fez seu lar!

Os meus sonhos que ela guarda estão vivos,
Esperando uma oportunidade de virem a ser reais,
Quanto a mim espero que apareça, o motivo
De gargalhar pela vida e chorar nunca mais!

    ubirajara
                               Saudades!!!!           3 anos e 7 meses

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Aprendendo Nas Quedas


 Por que será que nos lamentamos tanto quando nos decepcionamos, perdemos e erramos?
O mundo não acaba quando nos enganamos;
ele muda, talvez, de direção. Mas precisamos tirar partido dos nossos erros.

Por que tudo teria que ser correto, coerente, sem falhas? As quedas fazem parte da vida e do nosso aprendizado dela. Que dói, dói. Ah! Isso não posso negar! Dói no orgulho, principalmente.
E quanto mais gente envolvida, mais nosso orgulho dói. Portanto, o humilhante não é cair, mas permanecer no chão enquanto a vida continua seu curso.

O problema é que julgamos o mundo segundo nossa própria maneira de olhar e nos esquecemos que existem milhões e milhões de olhares diferentes do nosso.
Mas não está obrigatoriamente errado quem pensa diferente da gente só porque pensa diferente. E nem obrigatoriamente certo. Todo mundo é livre de ver e tirar suas próprias conclusões sobre a vida e sobre o mundo. Às vezes acertamos, outras erramos.
E somos normais assim.

Então, numa discussão, numa briga, pare um segundo e pense: "E se eu estiver errado?"
É uma possibilidade na qual raramente queremos pensar. Nosso "eu" nos cega muitas vezes. Nosso ciúme, nosso orgulho e até, por que não, nosso amor. Não vemos o lado do outro e nem queremos ver. E somos assim, muitas vezes injustos tanto com o outro quanto com a gente mesmo, já que nos recusamos a oportunidade de aprender alguma coisa com alguém.

E é por que tanta gente se mantém nessa posição que existem desavenças, guerras, separações. Ninguém cede e as pessoas acabam ficando sozinhas.
E de que adianta ter sempre razão, saber de tudo, se no fim o que nos resta é a solidão? Vida é partilha. E não há partilha sem humildade, sem generosidade, sem amor no coração.

Na escola, só aprendemos porque somos conscientes de que estamos lá porque não sabemos ainda; na vida é exatamente a mesma coisa. Se nos fecharmos, se fecharmos nossa alma e nosso coração, nada vai entrar. E será que conseguiremos nos bastar a nós mesmos?
Eu duvido.

Não andamos em cordas bambas o tempo todo, mas às vezes é o único meio de atravessar. Somos bem mais resistentes do que julgamos; a própria vida nos ensina a sobreviver,
viver sobre tudo e sobretudo.

Nunca duvide do seu poder de sobrevivência! Se você duvida, cai. Aprenda com o apóstolo Pedro que, enquanto acreditou, andou sobre o mar, mas começou a afundar quando sentiu medo.

Então, afundar ou andar sobre as águas? Depende de nós, depende de cada um em particular. Podemos nos unir em força na oração para ajudar alguém, mas só esse alguém pode decidir a ter fé, força e coragem para continuar essa maravilhosa jornada da vida.
(Letícia Thompson)
                                          Saudades...