Meu primeiro selo

Meu primeiro selo
mimo do meu amigo Carlos

domingo, 19 de junho de 2016

Almas Gêmeas


A tarde está com um aspecto melancólico!

É como se estivesse esperando algo ou alguém que nunca vai chegar!

Tento ocupar minha mente, procuro outras sensações, mas não consigo!

Fica sempre aquela ansiedade muito forte!  Parece até que espero por alguém que prometeu vir! Mas não é verdade, ninguém me fez essa promessa!

Então por que essa sensação de esperança pela chegada de alguém importante para mim?

Acho que sei a resposta!

Espero por uma pessoa que apesar de não vir, sei que  também sente essa vontade enorme de estar aqui! Mas não podemos nos encontrar fisicamente! A vida nos proíbe esse encontro! Só  é permitido nos comunicarmos através de nossos desejos íntimos, pela esperança da nossa alma que aguarda ansiosamente por um momento de reencontro entre dois seres que foram escolhidos por Deus para se completarem, mas não aconteceu a contento nessa encarnação!

Em outras vidas tivemos nossas oportunidades, mas, por um motivo ou por outro, as desperdiçamos! Não existem culpados nessa nossa história, simplesmente aconteceu!

Então fazer o quê? Esperar que em outro plano nos encontremos!  Afinal um dos maiores dons humanos é a paciência! Vamos exercitá-la!

Tenho certeza que numa outra tarde como essa, num jardim florido, com banquinhos de madeira e um lago bem bucólico, nos encontraremos! E aí sim, poderemos juntos, cumprir nossas missões, um com o outro!

Então até lá minha alma gêmea! 




Eunice Gondim

5 ANOS E 4 MESES.
    EM OUTRO PLANO NOS ENCONTRAREMOS ETERNAS SAUDADES... MEU QUERIDO RAMON

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Não Há Mais Tempo




Há momentos na vida que temos a sensação de que não há mais tempo…
Não há mais tempo
para aproveitar o dia que não se viveu
Ou para a morte que não aconteceu
Os sonhos que não foram realizados
Não há mais tempo
para o sorriso que não floriu
A dor que não sentiu
A brincadeira que não se brincou lá fora
O amor que veio e que se jogou fora
A página em branco que não escrevemos
A saudade, que não vivemos
Não há mais tempo
Para abraçar o ente querido
Visitar a morada de um amigo
De ofertar uma flor para uma criança
Nem espaço para se ocupar na lembrança
Não há mais tempo
para remediar o mal que foi feito
A dor que fere e ainda sangra no peito
Nem para a tristeza que oferece a ocasião
Por não termos oferecido
O nosso perdão
Não há mais tempo
para aquela tarde perfeita
Por que a paixão se escondeu nos castelos de areia
Nem para ver aquele filme tão esperado
Porque deixamos apenas, como uma data no calendário
Não há mais tempo
para falar de amor
Por que a infelicidade, já se instalou
Nem para choros ou velas
Já que a pessoa se foi, como uma borboleta amarela
Não há mais tempo
para cantar
Porque a canção ficou presa, em algum lugar.
.. dothy..